terça-feira, 22 de março de 2016

As areias do tempo.

É isso. Estou pronto. Esperem um pouco, meus leitores. Vou colocar o toca-fitas da internet para dar reprise nesta música aqui. Não, minto. É o silêncio que escuto.

Por favor, peço que me imaginem. Eis que estou de pés descalços, uma camisa de algodão negra e uma bermuda branca de algodão também. Tenho os olhos um pouco cansados, imagino, mas há uma serenidade que reside em meu interior que quem me olhasse bem poderia talvez buscar neste lugar que há em mim. Estou suado ao rosto, sinto o calor pesar-me em meu corpo. As costas começam a doer quando eu me disponho a trabalhar, e tendo a me inclinar para o computador - e toco as teclas do computador móvel como se fosse o teclado de um piano. Enceno para mim, mesmo solitário, algumas vezes este ritual. Há um copo de água vazio ao meu lado, e anseio por ir pegá-lo mas algo me prende nesta cadeira. Talvez seja isso que eu gostaria de explorar aqui com vocês - e estou preso aqui por mim mesmo até que eu termine o meu labor. Comecemos,

As areias do tempo têm me vindo à mente estes dias. Eu tanto as invoco, quanto elas aparecem em sonhos, visões ou imaginações. Neste momento oportuno em que todas elas trabalham em conjunto, zelarei pela minha fortuna trazendo-a ao papel e honrando-a. Assim, começo a vos dizer que irei dar uma pausa e recomeçarei. Colocarei a música dita, e vamos nós. Um pouco de paciência, de silêncio antes disso. O corpo continua a suar, e as minhas costas pesam sobre o meu corpo. Sinto que estão incomodadas pelo esforço que fazem de sustentar tantas coisas por tanto tempo, e pede e roga que eu solte e carregue este material todo para lá ou para cá. Afinal, pede que eu me exercite para que sofra para não sofrer mais. O suor tenta esfriar o corpo caloroso que move lentamente sedento.

Estávamos no deserto e o sol fazia a linha do horizonte vibrar como se fosse corda de música. Música vocal, cantada pelo vento e o vendaval de areia que se lhe misturavam as areias do ouvido. Pólipo, o rapaz-homem de areia para quem não conhece, andava grão por grão em uma lenta caminhada. Ele almejava trazer o tesouro de destino desconhecido escondido pelo seu pai, um pano mágico infinito, de volta para o lar de sua vista. Seus olhos lacrimejavam, o suor lhe entrava sem permissão, e Pólipo com suas mãos de areia tocava na massa de vidro que haviam em seus olhos. Se o olhássemos diretamente, veríamos que seus olhos queimam como chama, são olhos vivos e afetuosos. Carrega com ele um grande peso, similar o das minhas costas, que não sei qual é. Pólipo estava triste, ou melhor, eu estou triste pois sinto-me sem forças para continuar a contar esta história, mas Pólipo merece isto, e as pessoas com as quais a história deve ser contada, e assim, nós vamos começar mais uma vez

É um templo abandonado. Com vigas brancas e com as tintas perdidas, faziam vários arcos ovais em torno de seu centro. O chão era de pedra cinza, como se um círculo pisasse sobre outro círculo. Naquele lugar, era o lugar de reunião dos espíritos do deserto. E fortuitamente que os contadores de histórias geralmente contam as histórias quando grandes coisas acontecem, cá iremos fazê-la. Assim, um garoto entrou no tempo. Nas areias do tempo, as areias do templo. Lá ele se banhara e se perdera. Quando lá estava, sabia que cada grão de areia iria renovar-se, que abandonava um legado e aprendia um sentido. Cada grão de areia deste o tocava na pele, entrava na pele do garoto e saía a sua pele como areia ao lado oposto. Ele transformava-se em ser de areia. Sempre, se banharia e se perderia. Houvesse que caminhar no deserto, haveria sempre de se renovar. Pois sempre deixava para trás algo de si, e sempre herdava algo do futuro para dentro de si. Fosse isso uma orientação na vida como decidir ir pela esquerda ou pela direita, evitar as florestas ou não, ou fosse como lhe os grãos de areia que se apegava ao longo do tempo. Ele se identificava com ser o rapaz de areia, mas pergunte se ele se identificava com cada grão de seu corpo, e ele dizia que sim, pelo pouco tempo que o grão lhe pertencia. Agora que nós perguntamos as coisas ao nosso personagem que está destinado a coisas grandes acontecerem, vamos descobrir que coisas são essas.

De dentro do centro do tempo, bem limpo e cujo o vento passava forte, assobiando uma canção aguda e de ritmo lento, como se quisesse pôr-nos para dormir. Meus leitores, afirmo que os meus olhos estão pesando, as costas estão se aliviando conforme eu me deitei em minha rede. Como se passasse a água de um córrego em suas costas de areia, ele sentia a umidade aliviar-lhe o destino e tornava-se mais pesado, como seus olhos que se convidavam a fechar. A umidade lhe fez render todo movimento teso e comprimido do corpo por algo relaxado e tranquilo, ele suspirava de aliviado e - sentiu - que assobiara como o vento. Ele começou a fechar os olhos, e meus queridos leitores, o seu autor fecha os olhos enquanto escreve isto e vai se entregando ao sono, ao algum que põe areias pesadas no olho da gente e nos faz dormir. Fecharei a porta para ter tranquilidade, e retomarei quando tudo estiver pronto para o descanso. Assim foi feito. Fecho os olhos. E vos narro a canção e o sonho de Pólipo,

Dormia à fundo. Relaxado. O ar lhe passava pelos pulmões leve, e toda vez que expirava ou inspirava, um grão minúsculo entrava dentro dele e outro saía. Meus queridos leitores, é preciso falar qie está de noite, qie as estrelas brilham forte, e que é um lugar de escirodão lá fora. Apenas as estrelas ensaiam iluminar  um caminho mas isto não basta. não basta pois é muito escuro e a escadaria para o templo é curiosa. Pílipo havia se materializado notemplo e não sabia onde era a sua morada, entrava lentamente no reino tão bem dito das tradições e cantigas que transpassam o próprio tempo.

Via um céu azul claro, como se aos olhos de alguém que vira há muito muito tempo. De breve, toda a vista er preenchda do mais límpido azul celeste e a cor familiar do céu lhe formara na mente, com as nuvens seguindo pouco após. Preciso dar-te a mão para que não tropeces, ele me diz, ele fala que o exercício precisa estar calmo. Como fluir em um rio dormindo.

Assim, deito-me, folgo os braços e pernas e estou quase a dormir. O sono se instala em mim, e me pergunto se meus dedos continuarão a escrever mesmo que eu durma. É tolic pensar isso, pois se acontecer aconteceu e se não, não. Dou um riso leve, estou falando com leitores futuros.

Pólipo manda um aceno para n´s. E adormece enquanto nós também. As areias do tempo haviam sido tema de sua vida. Ele se transformara em Píloipo no dia em que eu vos disse, que não lembro qual é, mas nas cidades, haviam parques de flores e nas passeatas da cidade, P´lipo gostava de se dissolver e sentir a alegria da terra festejada quando honrada. Tocavam instrumentos feito de suas madeiras, para pessoas que nasceram sob a mesma luz e o sol, objetivando a preservalão da diversidade. Há sono, muito, muito sono. Dormirei.

Até mais.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Mais um texto sobre o fim da corrupção.

Sabe, era carnaval? Eu havia já feito as minhas prendas; ligado para a minha namorada e desejado boas festas, já havia dado a rezadinha básica pelos amados e já afinal, tinha pagado os meus respeitos à família brasileira pela definição do Houaiss. Afinal, era hora de sair de casa e dar aquela pulada com os olhos, porque afinal eu não pulo carnaval, eu apenas fico olhando outros pularem por mim e assim eu penso que pulei também. É mentira, hora outra vêm uns pulinhos e afinal, eu é que não gosto de admitir, o sangue que corre na veia é axezeiro mesmo que tenha me esforçado para ser "do rock" ou "alternativo" desde algum tempo. Mas não dá, Bel Marques atinge um quê de corda do meu coração que apenas ele pode tocar. Contudo, é uma nota cuja duração vai pouco cultivada em meu corpo, que contudo, meus ouvidos clamam por ouvir no carnaval e eu na rua pular com chinela de dedo. Muita gente jovem reunida e vários blocos passam pela cidade inteira, tenho a sorte de minha rua encher-se de 300 pessoas hora ou outra neste carnaval. Por onde as pessoas passam; fica o rastro de higiene. Mesmo. Algumas pessoas abastadas mandaram colocar mais banheiros químicos para não passar pelo desconforto de atentado ao pudor e também ao vandalismo público; tem lixo aqui lixo acolá, isto é, era isso que era possível. E ali, aquele homem que queria agarrar o bloco sem ter pago? Que afinal depois de um; mas meu filho eu não estou bêbado eu estou bebendo é cerveja sem álcool, aqui você pode pagar com o crediário, basta dar o telefone e o cpf. E diga lá que o homem que queria tresloucar e festejar aderiu à prenda de pagar muitos dinheiros pelo bloco? Afinal, o bloco arrecadava para que as pessoas que nele tocassem; os bairros beneficiassem com o dinheiro arrecadado. O dinheiro ía para os banheiros químicos; para os tocadores e para os líderes de comunidade dos bairros que passavam. Afinal é carnaval né? Pode tudo! Os líderes de comunidade uma vez com o dinheiro repartiam em compras para pequenas hortas públicas e iniciativas com trabalho de voluntariado. Era uma dita maravilha. Mas veja, é aquele homem, ele é o filho do Juiz! Ele quer entrar de camarote na festa que decidiu não ter camarote, ele quer pagar pra ficar perto da atração, ele quer fazer a sua vontade por cima dos outros! Alguém arredio com nariz de palhaço gritou lá da frente; meu filho chegue cedo, que aqui quando a gente bebe parece que tá tudo é no mesmo lugar! Eu tô na frente e nem sei que tô na frente ou é atrás ou pela esquerda ou pela direita. O filho de Juiz com a resposta virtuosa teve a cara avermelhada; pois troque de lugar comigo então! E o palhaço disse; meu filho você quer ser palhaço? Eu mesmo quero não! Eu hein, fique aí na sua e eu na minha! E o palhaço continuou; Venha animar aqui o trio com alegria, que hoje é dia santo e a gente bebe afinal pra festejar essa putaria, disse rimando. Olha lá a fé! Levantou-se um cristão arretado com a cruz na mão, e gritava, É, água mineral, água mineral, água mineral! Passava-se na fileira do bloco; precisava ter ingresso para entrar e era só dar para o tal do ministro do folclore todo ali atrás, aquele rapaz que está vestido de mímico, que pode entrar, ah, quer saber onde pega? Basta falar com o rapaz que está do lado dele e pedir um ingresso, e disseram, mas ôxe, se é só pegar com eles e então dar de volta eu não posso entrar de qualquer jeito, então porquê eu num entro aqui logo, e a resposta da dita interrogada foi; mas ôxe, é Carnaval, pode tudo, até fazer direito! E a garota foi na fila para pegar o ingresso; mas olha, ela não joga fora o ingresso cortado e carimbado, ela guardou no bolso! É Carnaval, pode tudo, até fazer direito! Mas olhá, é o júri do Carnaval, todo mundo sambou e vai receber, que nota é essa que nota esse bloco maravilhoso crente e descrente merece? Eita, todos os blocos da cidade estão reunidos; vamos pelo primeiro critério de avaliação: espontaneidade, e todo mundo urrou, EEEEEAAAAA e aplaudiu. Pelo segundo critério de avaliação; qual é a continuação da marchinha, Água mineral, Água Mineral, Água mineral. O cristão arretado levanta a Cruz, e fala, do Candeal, Você vai ficar legal! Mas que ótimo meu senhor, tu acertastes, agora, para quem tu quer que os pontos vão, para que bloco? O Cristão diz que os pontos devem ir para todo mundo porque todo mundo ouviu água mineral. O juiz franziu o cenho, e anotou alguma coisa, que um pequeno garoto leu para todos no microfone: Gravíssimo, todas as escolas estão empatadas! Quem é que vai ganhar este ano? E perguntou: aqui, galera, quem é que foi desagradado aqui no Carnaval, metade das pessoas levantaram as mãos. Quem aqui é que foi injuriado pelos outros levante as mãos, e ninguém levantou as mãos. E minha nossa Senhora, estão todos empatados! Quem aqui é que vendeu coisa que num devia? E metade das pessoas levantaram os braços. E quem comprou? Quase a outra metade das pessoas levantaram os braços. Ótimo, um critério para desempate, quem comprou coisa que num devia, elejam um representante e venham até mim. Vieram quatro, um de cada bloco. O discurso foi o seguinte; é, nós não deveríamos ter comprado, foi mal aí. A gente vai pagar isso aí com trabalho voluntário ao longo dos anos; vamos ver aí com as nossas empresas para melhorar a situação de quem vendeu o que não devia aí, ó. Lutar aí nessa legislação pela segurança pública das pessoas que não deviam e acabaram fazendo isso aí ô. A presidente da banca do júri cortou rapidamente a ladainha; ótimo que vocês sabem, o plano de autonomia de vocês requer que vocês preencham aqui e aqui e aqui para que vocês façam o trabalho de forma como queira. Agora vão pular, porque no Carnaval tudo pode, até fazer direito!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

O carcinoma da universitas,

Não é brincadeira quando falo que estou com os pés bem firmados no chão. Sonho com a minha boca machucada, e uso o mesmo nome da doença cutânea para falar de uma anomalia no tecido da Universitas. Pra mim sonho é realidade e por isso chão. Pois bem, não é novidade o fato de que a Universidade, se focada, pode ter participação na realização de situações estressoras. Se colocássemos uma luz sobre ela, ao menos no que diz respeito ao ambiente em que imagino, veríamos uma pluralidade de individualidades sendo tratadas da mesma maneira e isto pode levar ao adoecimento das pessoas. Seus corpos múltiplos com as mais variadas capacidades de dispersão distintas voam no pequeno espaço da mesma sala. Quero dizer que tratar corujas e lebres da mesma maneira é fato estranho pra um lugar tão culto e erudito, e porquê não ser saudável se tem em suas mãos o conhecimento para realizar panaceias e estabelecer universos mais bem frouxos?
É da opinião do colunista que a Universitas é uma túnica de tecido abrasivo, capaz de fazer queimaduras ou fatigar a pele dos que não reconhecem a flexibilidade do tecido da roupa que estão vestindo. Algumas tarefas pedem que se estiquem os braços ou carreguem pedras para acima de um morro, à custo da saúde dos braços e pulmões de pessoas que estudam sobre braços e pulmões. Preocupo-me com as pessoas que não são capazes de obedecer o ritmo da coxa forte que corre da Universitas, e o pé cai torto e logo o corpo tomba inteiro. Preocupo-me com as mesmas pessoas que se confundem no linguajar científico, no linguajar técnico ao trocar o seu precioso arcabouço do seu senso comum por uma ciência que pode comprovar fatos do senso comum, e que por vezes, demorou muito para chegar ao nosso senso comum, principalmente sobre as descobertas do Sol que alguns até falam que é o Sol da Consciência. É da opinião do colunista que há talentos que plantamos no chão árido de nossa terra e insistimos em plantar e plantar e plantar na colheita, e a pele resseca e o chão racha e abre e as sementes não germinam, esperando por chuvas que são difíceis ou sobrecarregadoras para o corpo trabalhador gerar. O corpo possui pouco tempo para suar, chorar e descansar. E o descanso é onde os músculos se regeneram e podem crescer - se protegendo da destruição. Os horários das universidades preenchem grades curriculares de 4h diárias semanais com carga de leitura de 1 a 2h no mínimo e desconsidera a locomoção e outras atividades de seus alunos. Um estudo meditativo que exige o engajamento do espírito, seja lá como se chama, das faculdades mentais, exige uma disciplina rígida - uma ética ou um código da parte do aluno que algumas vezes não é bem explicado quando estes adentram o curso. Identifico isto pessoalmente como a identificação em um  uniforme, com o pouco espaço para a acomodação e a sensibilização do estudante.
Solta as amarras, Universitas, deixa o teu homem, mulher, trans e queers chorarem e suarem o quanto querem. O teu exercício nós fazemos no mundo, com tua túnica. Carregamos a tocha do teu conhecimento dentro dos nossos corações no dia em que nascemos, e graças a nossa palha és capaz de acender, estávamos prontos para adquirir um fogo qual fosse. Segurá-lo perto demasiado do rosto, ou carregar a tocha quando está de dia são inadimplências ou faltas de cautela muito simples mas que acontecem frequentemente. Trás tutores para nos ajudar com os fogos, guia-nos para que não nos apaguemos, ou para que não ateemos fogo em nós mesmos. Ajuda ao fogo virar luz mais uma vez, e com tua extensão devolve o teu saber ao mundo e nele obra, e cuida dos teus trabalhadores com carinho. Janta conosco, Universitas, deita-se sob as estrelas conosco, Universitas. Não tire as nossas mãos dos ombros que massageiam os machucados para invocar-nos a chamados desnecessários ou de achar a agulha no palheiro com a nossa tocha. Sê prudente e ajuda na luta e na escolha da luta dos teus pupilos, cuida-nos, ajuda-nos com palha ou planta fresca que se põe com água fria por cada aluno nas próprias feridas. Ensina-os a disciplina do cuidado. Deixem-nos cuidar para sermos cuidadores.



domingo, 20 de dezembro de 2015

Olá mundo.

Este é um dos primeiros prospectos aqui do blog. Estas coisas de prospectos, de mirar em algum lugar do futuro, ter um otimismo, ou uma esperança para os eventos futuros que estão para acontecer. Minha motivação de dividí-las, é por ter a ciência de que serão eventos que afetam o meu mundo, nosso mundo, de maneira que eu acho que há temas que precisam ser discutidos com urgência, e o quanto mais cedo melhor.
Neste lugar, será um jornalismo crítico, de maneira que será mais uma coluna do que mesmo antes um meio de notícias, pois, assim sendo, como o pesquisador está sempre inserido em sua pesquisa¹, como o documentarista é sempre inserido no filme, pois todo documentário é um filme sobre uma equipe de documentário², ciente disso, afirmo logo de antemão que as opiniões são naturalmente enviesadas.
Daí, o nome. Espectros em Caleidoscópios. Espectros, por serem qualidades evasivas, que correm, se dissipam e podem se perder na neblina do tempo, efeitos muito leves como a dança de vários pontos de poeira em um lugar, mas que afinal, residiram nos meus olhos, e aqui compartilho com as palavras. Me lembro sorrindo, da crítica de um rapaz que lhe diziam, não me lembro quem agora, mas isto não é jornalismo, é literatura!4 Hahaha. E entre estas pontes, vou fazendo assim um pequeno jornalismo, um jornalismo mais sentimental, mas sobretudo, como um de meus professores³ diria, uma escrita que dá pra sentir que tem um humano escrevendo isso. É algo sentido.
Assim sendo, os Espectros foram escolhidos por mim, e o Caleidoscópio é um ambiente em que posso colocá-los (sobre minhas lentes), contudo, considero que antes de ser o comum Caleidoscópio de laboratório, é também [... vou checar no google o latim para Kaleidoscópio [bonita+forma+olhar dentro] haha, os de laboratório são microscópios, [esqueci, não são caleidoscópios não,] e assim é uma boa definição contudo, é um Caleidoscópio de laboratório, pois aqui o explorarei, e nele viverei, através de minhas obtusas lentes, e sobretudo, de um generoso espírito de um futuro porvir.
Agradeço aos leitores vindouros, e muito obrigado pelo voto de confiança.

¹Eloísa Penna
²Eduardo Coutinho
³[tenho de pedir autorização]
4 Érico Veríssimo - Olhai os Lírios do Campo